1 exposição. 1 obra sonora. 11 obras visuais, um lugar abandonado e encenado para a ocasião. No dia 25 de abril, em memória do povo português, as obras expostas foram libertadas ao mundo. Com a participação ativa de Filipa Leite Rosa. Textos de Jérôme Manuguerra.
Marrocos não pertence a si mesmo.
Marrocos não pertence a si mesmo.
Tira o fôlego tanto quanto o expande.
Vive-se numa lacuna, entre o que é e o que poderia ser.
Nada está totalmente consumado, mas nada cede.
Algo procura acontecer, sem se libertar.
O que aqui se joga está nos detalhes, nos gestos e nas diferenças.
O que parece contradizer-se coexiste, numa forma nem estável, nem frágil.
Um movimento perpétuo, que se sustenta por si mesmo.
Neste entre-dois, algo circula, e encontra ali o seu equilíbrio.
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